Ultimamente tenho passado por algumas situações bem chatas. Não só no trabalho, mas em casa também. E daí eu fico pensando em até que ponto uma pessoa pode chegar com a falsidade, o interesse e o sinismo. Eu não sei como consegue por a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo. Não entendo mesmo.
Claro que não vou citar nomes das pessoas que têm me incomodado com isso, elas sabem quem são. Eu fico na minha, não vou criar confusão de graça. Mas que dá vontade de pegar e sacudir até ela se dar conta do erro que está cometendo, dá. E se dá. Assim como é difícil achar alguma pessoa que seja fiel e confiável, amigos de verdade são poucos. O pior é ver que as pessoas que têm em quem confiar, as colocam no lixo como se fossem nada. Isso porque sabem que nada vai acontecer - queria ver o que aconteceria se elas os largassem. Ficariam perdidos, sem saber por onde começar.
Algumas das pessoas que traem os maridos ou mulheres dizem: "Cansei da nossa rotina e fui buscar novas opções", "Já não era mais a mesma", entre outras clássicas. Claro que essas frases não se aplicam apenas a homens, mas a mulheres também. Acho até que está nivelada a traição. Foram-se os tempos que só homens traíam. Infelizmente, isso só piorou. Todos sabem o quanto é satisfatório se vingar, mas o velho ditado já diz tudo, "um erro não justifica o outro". Eu vejo tudo tão simples: não gosta, se afasta. Não satisfaz, termina. Não confia, não fala mais. Simples. Mas não, é bom inventar a história mais mirabolante pra passar por cima e depois pensar sozinho em como ela foi capaz de acreditar no que foi dito.
Eu ainda sou capaz de comparar pessoas que fazem em isso com criminosos, porém com crimes menos graves. Mas estão enganando igual. Pensam de forma suja do mesmo jeito. O maldito jeitinho brasileiro de driblar a lei, a verdade e o amor. A raiva que eu sinto é tão ruim. O pior é que eu vejo tudo e não posso fazer nada, só escrever pra tentar expor. O que eu mais gostaria é pegar o telefone e sair ligando para todos que eu sei que são enganados e contar, pegar aqueles que são bobos e sacudir até eles verem que o que está na frente não é o que parece e, em alguns casos, ser franca ao ponto de dizer que não vai com a cara.
Pegar as malas e ir pra algum lugar onde as pessoas não sejam fúteis, não mintam e mesmo que sejam grosseiras digam o que pensam. Só que o social não permite isso. Aquele padrão formado por uma sociedade que carrega todos os dias um sorriso amarelo para as pessoas que não gostam e dizem gostar daquilo que odeiam. Eu não faço mais isso. Meu rosto cansou, assim como eu mesma. Meus dentes cansaram de serem vistos quando não deveriam. Agora eu os guardo com cuidado para que somente aquelas pessoas que eles gostariam de aparecer os vejam. Bem melhor assim. Não é preciso briga nem discussão. Apenas sejamos sinceros o bastante para assumirmos aquilo que gostamos ou não. Odiar ou amar não é errado, mas sim fingir. Pena que isso esteja ao contrário. E sim, termino o post de hoje assim: direta e seca. Não gosto de fingir que estou feliz por escrever isso mesmo.



















