segunda-feira, 5 de julho de 2010

Festas ou latas de sardinha, dá na mesma.

Por que colocar tantas pessoas no mesmo local? Dinheiro, óbvio. Toda festa é a mesma história: pessoas em todos cantos bebendo até não poder mais - algumas passando mal -, homens e mulheres desesperados por outros, sem espaço para dançar, calor infernal e, de bônus, cheiro de cigarro por três dias à prova d'agua, incluso de shampoo e condicionador.

Toda semana passo pela mesma situação e estou cansando. Sei que há outras pessoas na mesma situação, mas o grande problema é, sem dúvida, que ninguém reclama e todos continuam saindo nas mesmas festas de sempre. Além desse problema da superlotação, pagamos alto por isso. Sim! A gente gosta de sofrer e, pra completar, pagamos para sofrer. Faz sentido? Não, eu sei. Semana passada fui comemorar meu aniversário em uma das casas que, até 2009, eu tinha gosto em pagar por. Esse ano é diferente. Pessoas aleatórias frequentam a casa e as músicas já não são mais as mesmas. Mas admito que eu frequento, até porque não consigo me divertir com funk ou sertanejo.

Mudando de assunto e, voltando ao anterior, gostaria de saber o que está acontecendo com os donos desses estabelecimentos. Sei que o objetivo de todos é fazer com que o maior número de pessoas entre e que todos consumam até a última gota de álcool. Sim, isso faz sentido. Mas será que eles não temem a perda dos clientes fiéis que fizeram a casa crescer e chegar a tal "fama"? Pelo visto não. Conheço pessoas que deixaram de ir a festas que até então iam todos os finais de semana e optam por sair na casa de amigos ou festas mais calmas - para não encarar toda confusão. E outra, onde jogaram as janelas? Provável que no lixo. Não consigo entender como isso é permitido. Mesmo que o ar condicionado seja responsável pela troca do ar, não há algum que consiga remover a fumaça de cigarro, mais o calor humano, fora a fumaça do dj. Coitadas das pessoas que são baixas ou têm pressão baixa.




Outro problema: está tudo muito caro. Para entrar, cobra-se cerca de 15 reais nas festas mais baratas, mais a cerveja - 5 reais a mais barata -, água - uns 3 reais, no mínimo -, fora a ida e volta de táxi. Mesmo que seja perto não é um custo baixo, até porque, como já é tarde o táxi começa a corrida lá pelos 3 reais. Resumo: mínimo de 30 reais por festa. Resultado: sofrimento dos que trabalham para pagar por isso. Consequência: Uma festa por fim de semana, muito bem selecionada e com o maior cuidado para não gastar em vão. Imaginem quando a festa é ruim e tudo isso é jogado fora, praticamente. Deveríamos rever nosso conceitos antes de sair gastando o desnecessário e lutar por direitos mais justos - além dos proprietários das noites. Seja uma festa com janela, mais barata e com espaço para caminhar sem levar alguns pés junto para a casa.

Um comentário:

  1. Nunca gostei muito de ir a festas abertas, elas só se tornam realmente legais quando os amigos estão presentes. A qualidade do ar nesses lugares sempre foi horrível, salvo quando o local é a céu aberto, o que é raro. Quanto ao preço, não é de hoje que as bebidas são superfaturadas, o real do lucro da casa advém delas. Um problema que enfrentei - e eventualmente enfrento - é para onde ir? Realizar festas em salões de prédio, cada vez mais raros, é uma saída, elas geram um custo menor, entretanto fazê-las requer maior organização e programação prévia. Festas em casa são as melhores, porém precisam maior controle por parte dos convidados e é normal que haja um intervalo significativo entre elas - seja por problemas com barulho, seja por pessoas que passam mal. Meus melhores programas tem sido aos domingos, sair com os amigos, tomar uma cerveja e conversar, rir, brincar. Quando saímos para festas temos a mentalidade: "A festa vai bombar! Vai encher de gente!", quando, na verdade, não precisamos de muitas pessoas para nos divertir, apenas um punhado de amigos e muita vontade.

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