A pedido de leitores vamos deixar as tragédias de lado por uns dias - não me seguro mais do que três. Mas daí eu me pergunto: o que eu vou escrever? Eu nem sei se eu sei escrever coisas que não sejam deprimentes ou que eu posso criticar pra tentar abrir os olhos dos que não enxergam. Então, ontem resolvi fazer a matéria sobre a viagem pelo Rio Amazonas e hoje vou escrever um pouco sobre tatuagens, só pra perder o costume das desgraças.
Neste fim de semana passado, fui com a minha irmã selar de vez a nossa união e tatuamos o símbolo do infinito - aquele 8 deitado -, eu no braço e ela no pé. Digamos que foi meio sofrido, mas valeu a pena. Inclusive conversei com o tatuador sobre pessoas que levam isso a sério demais, tatuando coisas imprevisíveis em lugares imprevisíveis. Tatuar algo no corpo é muito delicado. Além de ficarmos para o resto da vida com isso - alguns dão um jeito de tirar -, é preciso procurar aonde fazer, os cuidados que vão ser tomados e o que tatuar. Sem dúvida, os campeões dos arrependimentos são os nomes de namorados, maridos, etc. Algumas pessoas utilizam da própria tatuagem para esconder cicatrizes, tatuagens anteriores e, até mesmo, criarem um estilo para si próprias. Alguns exemplos abaixo:


Falar sobre tatuagens é complicado. Ainda existe o preconceito perante pessoas que se tatuam por todo o corpo e isso compromete até vagas de emprego. Com certeza o caráter da pessoa não é formado por aquilo que é tatuado. Não sei se teria coragem de tatuar algo grande no corpo, principalmente pelo arrependimento e por fazer jornalismo. Mas tal pré julgamento não deveria existir. Tanto se fala na liberdade de expressão e vejo a tattoo como uma dessas formas. O piercing também é visto de má forma por algumas pessoas, mas esse estilo de vida cresce cada dia mais. Tornou-se uma forma de sobrevivência de muitas pessoas e são considerados meios comerciais como qualquer outro estabelecimento. Em estúdios de tatuagem são vendidas camisetas, bonés, utensílios para estilizar piercings ou tattoos, além de proporcionar ao cliente opções de escolha e dicas.



Mesmo que muitas pessoas conhecidas já estejam se destacando com tatuagens, é preciso ter cautela na hora da escolha. Talvez um dia isso não seja visto como um problema. Até porque não se trata apenas de preconceito, mas também de saúde. A agulha pode transmitir doenças e comprometer a vida de muitos. Por isso que todos os estúdios deveriam levar a sério o fato da idade, higiene e cuidados pós a tatuagem - grande maioria já se preocupa. Não digo que sou a favor de tatuagens exageradas como as fotos anteriores, mas sim indiferente. Jamais julgaria uma pessoa por ela ter uma tatuagem a mais ou a menos como muitos fazem. Caso esses não tenham percebido, muitas pessoas que nem sequer têm tatuagens estão nas ruas roubando e prejudicando pessoas que não têm culpa de nada.


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