quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Um post um tanto quanto desanimador

Ando desleixada com o blog, reflexo do que tem sido os meus últimos dias. Minha rotina se resume em trabalho e um pouco de diversão, mas ela praticamente acontece dentro do trabalho mesmo. Acordo de manhã, vou para o Olímpico, volto pra casa e permaneço em casa da sala pro quarto, do quarto pro banheiro, pra sala, pra cozinha, computador, telefone, televisão e tédio. Muito tédio numa cidade quente que, em plena estação da alegria, transforma as férias tão esperadas em um momento monótono que passa com poucas lembranças a serem relembradas.

As pessoas na minha volta me passam a mesma sensação. O retrato de uma vida sem aventura, sem emoção. Não ter carro pra passear uma hora dessas é bem ruim. Ir a um parque ou shopping durante à tarde até que é viável, mas companhia não há e o calor é desanimador. Caso tivesse um carrinho, provável que eu fosse em lugares mais longes, pegasse a companhia em casa, lembrando que seria tudo com ar condicionado ligado, e tentaria aproveitar um pouco mais essa minha vida fácil e cansativa de nada. Só para explicar, esse meu pavor com o calor é porque eu trabalho em uma sauna (não é uma sauna mesmo, mas chega perto, sem ventilador ou ar).

Não que o nada seja tão terrível assim, mas quem espera por um verão inesquecível e um início de ano própero, posso dizer que as minhas expectativas foram por água abaixo. Quando eu penso em ir à praia, me lembro: a profissão da minha vida me chama. Sim, trabalho nos finais de semana também. Mas eu tenho certeza que o sacrifício de hoje vai ser bem recompensado amanhã. Um amanhã distante, mas esperançoso e bem guardado.

Falando em estar guardado, indecisões têm sido uma realidade em 2011. Um turbilhão de ideias a serem colocados no papel, em ação e um bilhão de opções tentadoras que me fazem repensar e repensar de novo. Acho difícil que eu volte a ter tantos caminhos na minha vida como eu tenho agora. E isso não se resume a ideias, engloba todo o meu cotidiano em todos os aspectos possíveis - menos os valorativos, ok? Bem provável que esse pedaço de início de ano tenha sido pra eu pensar mesmo. Avaliar o que eu mereço, o que eu quero e tudo o que eu ainda posso ter. Se é que eu quero alguma coisa.

Essa confusão mental me fez pedir ajuda a minha família. Perguntei qual era o melhor caminho a seguir, mas todos me respondem a mesma coisa: deixa o tempo rolar, deixa a vida acontecer que, daqui a pouco, tudo se esclarece como deve. Estou fazendo isso, seguindo um baita clichê: dando tempo ao tempo. Vamos ver se isso vai ser o suficiente pra me recolocar na tranquilidade anterior e fazer com que tudo se estabilize. Quando isso acontecer, eu volto e conto mais.

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