Um dos meus próximos objetivos é viajar para estudar. Ano passado, estudei muito para o exame de proeficiência inglesa (TOEFL) e consegui pontuação o suficiente para viajar para os Estados Unidos, mas a universidade não me agradou muito. Decidi buscar outras opções e percebi que a o Programa de Mobilidade Acadêmica da PUCRS poderia me ajudar. Me enganei.
É muito ruim falar mal da instituição que eu estudo e que tanto aprovei, mas esse setor ainda tem muito a desejar. Quem quiser ir precisa ser muito paciente e, sem dúvida, querer muito. O stress para descobrir tudo o que é necessário é grande e o desinteresse por parte dos funcionários também. Claro que eu não exijo conhecimento de cada canto das universidades conveniadas, muito menos noções específicas. Apenas quis saber quais eram as pontuações necessárias para o intercâmbio, qual universidade aceitava mais ou menos de 80 pontos no TOEFL. Nada consegui, eles nem sabiam informar e tiveram a coragem de responder que o caminho deles era o mesmo que eu fazia. Ou seja: "te vira". Fui atrás, consegui descobrir a pontuação e retornei a ligação informando que eu havia achado. Nesse momento o funcionário me respondeu que era provável que a pontuação fosse essa mesma e que era pra eu mandar um e-mail questionando as minhas dúvidas.
Será mesmo preciso que eu mande um e-mail para que eles façam o trabalho que é deles? Já não era pra ter uma tabela no próprio site com as notas? Com as pontuações atualizadas a cada ano? Não, eles não fizeram isso. Depois de descobrir isso e ter a informação confirmada, pesquisei sobre a cidade, universidade e vi que não era o que eu queria. Decidi então, procurar informações sobre as Universdades da Espanha. A diferença entra EUA e Espanha é que não há um TOEFL para o espanhol, logo, precisava das informações sobre o nível de espanhol aceito nas faculdades de lá.
Tudo uma grande confusão, mas tive certeza de que como faço espanhol dentro da PUCRS, não haveria o que complicar. Novamente, a Mobilidade mostrou incompetência. A informação dada pelos estagiários era que a professora se encontrava em período de férias e que esses dados só seriam esclarecidas no início das aulas. O grande problema disso tudo é que o próprio processo começa em março e uma viagem de seis meses para outro país, para fazer um semestre de Jornalismo e investir todo o dinheiro que é preciso, exige muito planejamento e pesquisa. Para eles, isso não importa. O aluno que se vire, que corra atrás da documentação, que descubra se a universidade é boa, que descubra se ele pode ser aceito, que faça milagres dentro de um mês. Que faça uma decisão difícil de forma muito rápida e o resto que se dane. Definição da Mobilidade: indiferença e incompetência.
É muito revoltante. A vontade é de desistir. Nunca esperei da PUCRS um serviço tão mal feito, uma vontade tão desleixada como é. O que falta no setor é organização e muito empenho de quem está lá dentro. Pra variar, eles já aceitaram o sistema de trabalho. Para eles, é normal dizer ao aluno que é assim que funciona e vai continuar funcionando. Para quê mudar se eles estão fazendo pouco e ninguém reclama de nada? Muito simples mesmo, mas é inaceitável manter um programa tão importante e criativo de uma forma péssima e decepcionante.
Vou pensar muito antes de viajar e de enfrentar esse mar de indiferença. Quem quiser se informar mais sobre o programa e tiver força de vontade para particiar, é só acessar o site: http://www.pucrs.br/pma. Lamento, mas não há informação o suficiente. Se quiserem se arriscar, liguem. Não indico.
Boa sorte.


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