O que falta nesse mundo perverso e superficial é o questionamento. A razão de não ter postado por todo este tempo foi exatamente isso. Me pergunto se devo ou não compartilhar minhas dúvidas e se as mesmas serão compreendidas. Foi assim que vi que o "acho, talvez, confesso" são palavras inúteis e dignas de serem deixadas - ou até riscadas - da vida de quem pretende mudar o mundo caótico e injusto. O mesmo de todos.
Eu vejo todos rindo e se cumprimentando com sorriso largos e cheios. Cheios de falsidade e contra a vontade dos que movem os músculos faciais. Até a risada foi vulgarizada. Todos se amam, todos têm o interesse de garantir a "amizade" para caso um dia ela seja necessária pra uma promoção no trabalho ou para se livrar de algum problema.
Me chamam de antipática quando vejo uma pessoa - por mais que tenha convivido por anos - e apenas faço um sinal com a cabeça. Acontece que pra mim ela não faz diferença, nunca fez e caso venha fazer algum dia, tenho certeza que não vai ser fruto de uma convivência cínica. Conto os meus amigos de verdade nos dedos. Todos eles que conviveram por muito tempo e sabem os meus piores segredos. Tirando eles e a minha família - pai, mãe e irmã -, todos não passam de colegas e conhecidos. Alguns íntimos e outros apenas rostos que eu vejo e sigo fazendo o mesmo sinal com a cabeça todo dia.
Sim, tenho os colegas e conhecidos que admiro, que gosto e que me dou bem. Mas eles permanecerão nesta divisão e classificados grosseiramente enquanto eu não puder ter a certeza de que posso confiar. Aliás, a desconfiança: uma das características mais positivias que eu podia ter nos dias de hoje.


falou e disse, eu sou bem parecido hehe
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