terça-feira, 23 de novembro de 2010

Educação não é supermercado

O que vocês pensam sobre o aumento do xerox na faculdade? Sobre o pagamento do estacionamento além da mensalidade gigantesca na PUCRS? Ou então dos bares cada vez mais caros, com salgados e alimentos cada vez menos acessíveis? Não gosta, né? Faz alguma coisa? Não.

Semana passada vários estudantes devem ter notado as cerca de 40 pessoas que caminhavam com cartazes, apitos, nariz de palhaço e tentavam reinvindicar algumas coisa. Eu era uma delas. Caso ainda não saibam, as mensalidades da PUCRS aumentam a cada semestre. Já chegaram a 9% de aumento, mas ninguém sabe, ninguém vê, ninguém contesta. Eu não pago a minha faculdade, quem paga é o meu pai. Eu vejo o quanto ela é alta e o quanto ele trabalha pra conseguir pagar os mil e duzentos por mês. Exatamente por isso que eu fui lá protestar e tentar alguma mudança na faculdade que se diz igual e justa para todos.

O que mais indigna é ver os alunos que ali têm a possibilidade de estar em uma das melhores faculdades do Estado, que têm a chance de crescer na vida, mas que estão tão conformadas com injustiça e nem sequer se preocupam em tentar mudar o que elas sabem que está errado e que inclui elas. Isso é muito revoltante. Foram mais de 60 minutos caminhando pela PUCRS e berrando rimas para chamar a atenção de alunos que são tão injustiçados quanto os que seguravam os cartazes. Vocês acham que alguém se prestou a largar o Carlton vermelho no lixo e vir gritar junto? Que alguém ia deixar de comprar mais uma Coca e sair que nem um palhaço, literalmente, para pedir que não aumentassem a mensalidade que eles pagam? Mas é claro que não. Isso cansa muito. E a noite depois? Como que eles competiriam entre si qual bebe mais cerveja? Gente, não dá. Isso sim que é injustiça.

Palhaçada. Ridículo. Pelo menos eu vi que um grupo ainda se preocupa com o que acontece com elas e quer saber daonde vem e para onde vai o seu dinheiro. Espero que aqueles que viram e que ficaram sabendo do protesto se sintam envergonhados em não ter participado e deixado para trás a chance de mudar o que está errado na PUCRS. O conformismo leva a nada - ou ao aumento das mensalidades. Quanto menos nós fizermos, mais vão nos roubar. Aliás, o Brasil é assim: não investimos na educação para que a ignorância seja superior à capacidade de se darem conta das barbáries que são feitas no governo. Bem mais simples.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Será que Ctrl + Z funciona na vida real?

Que medo de descobrir a verdade. A verdade que destruiria toda uma vida de certezas e que faria da minha cabeça a mais vazia, certamente. Ficar sem saber é mais confortante, mas eu sei que essa dúvida só me faz me questionar mais, desconfiar mais e agir menos.

Não tem nada pior do que ver as pessoas do teu lado contando os problemas os quais só fazem as mal, mas tu não podes fazer nada. Apenas olhar, sentir medo e pena. Eu finjo que isso é só coisa da minha cabeça e que vai passar, até que todos os meus pensamentos voltam e mostram que eu só adio a incerteza. Aquela que pode se tornar a certeza mais infeliz da minha vida. Que pode fazer com que pessoas se decepcionem e desconfiem de todas as outras na sua volta, de uma tal maneira que as faria enloquecer.

Eu não aguento mais isso. Por mim e pelos outros.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Não nasci pra fotografia


Definitivamente, eu não sei fotografar. Por mais que eu acerte na toeria, na prática é bem diferente. Ou tem muita luz, ou está muito escuro, borrado, estranho. Ah, uma confusão. A única coisa que me possibilita passar na cadeira de Fotojornalismo II é que a avaliação é feita por dedicação, não por talento. A minha última pauta desse semestre foi a Feira do Livro. Não é um lugar muito fácil de se fotografar, qualquer deslize as fotos ficam repetitivas e poluídas - um dos meus maiores defeitos. Procurei fotos mais fáceis pra que eu não errasse, mas ideias boas. Acho que não funcionou muito bem.


Por mais que eu ame o jornalismo, fico feliz que esses sejam os últimos trabalhos a serem entregues. Vai ser mais uma semana que eu não vou ter tempo pra nada - nem pra postar aqui - e cada diz vai ter um stress a mais de prova ou trabalho. Tenho que ir em alguma vila de Porto Alegre fazer alguma matéria. Os professores estão criativos, não?


Admiro as pessoas que têm esse dom e até tenho umas ideias boas, mas na hora de fotografar elas não dão certo. Aqui tem algumas das minhas fotos selecionadas pra entrega do último trabalho (o que vale mais nota). É, elas não ficaram boas, eu sei. Mas não se esqueçam, essas foram as melhores de todas as 140 que eu fotografei. Hoje é só, prometo que me dedicarei mais quando esss trabalhos me derem uma folga.




terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cadê a minha roupa de praia?

Que tal um fim de semana na praia com sol, brisa e calor? O início da manhã frio, a água ainda mais quentinha, areia gelada, praia vazia. Todos já se movimentando pra organizar as cadeiras, guarda-sol, protetor, bola, combinando o horário da volta pro almoço. Daí, depois do churrasco com os amigos reunidos, um descanso na rede com um fresta aberta com o sol ainda entrando - o suficiente pra aquecer e embalar o resto da tarde.

O sol a pino, todos cuidando onde o mar é mais calmo para mergulhar, o frescobol, o biquini, a sunga, o salva-vidas, as mães d'águas. Ah, como o verão é bom. Todos queimados do sol, combinando o que fazer depois de um dia cansativo de sol e mar pra se preparar para o dia seguinte. Mais sol, mar e brisa.

Posso sentir tudo isso ao descrever o meu verão. Costumamos ter essa estação como a mais vivida. Em que todos fazem o que querem, amam, aproveitam, vivem, literalmente. Três meses de cores, jogos, festa, amigos, diversão. Tenho me imaginado faz tempo nessa situação. Esquecer um pouco de todos os meus deveres que me consomem as vinte e quatro horas do dia. Me deixam cansada, esgotada, precisando do verão. Passo de segunda a segunda entretida com os trabalhos de aula, cada vez maiores, mais cansativos e trabalhosos. A única coisa que me alegra é que dentro de um mês meu dever estará cumprido, eu livre, aprovada e a praia lá. Quietinha e tranquila como sempre me esperando.

Já já o Natal e o Ano Novo estão aí. Pra virar mais 365 dias de correria, preocupação e vivência. Posso dizer que esse ano foi um dos anos mais vividos. Shows, histórias, pessoas, trabalhos, festas, prazeres, diversão, tesão em viver. Tesão em fazer o que eu gosto e de escrever tudo isso que me faz feliz. Tesão com aqueles que estão comigo e que fazem parte de toda essa "orgia".