Descobri que eu tenho ido ao psicólogo sem saber. É sério, mais ou menos uma vez por semana, alguns meses eu vou mais, mas nem sequer noto que estou indo. É engraçado que a gente sempre recusa essa ideia de necessitar ajuda pra se entender. Esse medo de talvez ter algum problema que não se resolva sozinho. Só que não adianta, essa vida instável e sociável cada vez mais medida por parâmetros estereotipados leva qualquer um à loucura. Eu fui uma das vítimas.
Me peguei esses dias pensando no que as outras pessoas dentro do ônibus deveriam estar pensando e se eles - os pensamentos - fossem altos o suficiente pra se ouvir, o que seria. É, eu precisava mesmo de um psicólogo. Mas eu não consigo entender como as pessoas podem ver o mundo afora e apenas ver. Não perceber, não observar, não contestar. Ver. Pelo simples fato de estar ali. Sem a mínima vontade de viver e questionar o porquê. Qual a graça? Por que participar sem agir?
Eu penso demais, não que isso seja sinônimo de inteligência ou conteúdo cultural, mas isso me faz bem. É através dessas horas que passam voando que eu entendo alguma coisa que antes não estava clara. E ah, eu não consigo fugir do problema. É tão mais preocupante resolver depois uma coisa que incomoda hoje. E é exatamente por isso que eu estou escrevendo agora. Pra esclarecer essa montoeira de coisas que passam a mil na minha cabeça e não me deixam ler os 4 textos que eu tenho pra amanhã nem estudar pras outras duas apresentações. Eles são agitados, sério. Meus pensamentos são tão complexos, mas tão inquetantes que não seria suficiente apenas um psicólogo pra tratar deles.
Por isso que eu não vou a nenhuma clínica especializada, ela não seria o suficiente. Eu escrevo aqui pra que todas as pessoas que leem me entendam, se entendam e busquem através dos meus pensamentos loucos, outros pensamentos e que isso se junte numa harmonia mais doida ainda. Mas sabe, loucos se reconhecem. Já achei vários outros que abusam do blog como uma clínica psiquiátrica, faz bem...

