quarta-feira, 30 de junho de 2010

É tempo de gente nova e gente enlouquecendo

Sim, é final de semestre. Novas pessoas nas universidades felizes da vida que entrarão pro mundo das pessoas em comum, das cadeiras tão esperadas e das festas sem fim. Não é bem assim, sinto informar. Muito saí e saio ainda, a diferença é que antes saía pra me divertir com amigos e agora saio pra esquecer dos trabalhos, às vezes acabo me esquecendo de tudo, mesmo.
Detalhe. Não, não é tanto assim.

Esse semestre fiz nove cadeiras, ainda bem que passarei em todas, aguardo por algumas notas. Não estou com as notas que gostaria, mas pelo menos não corro o risco de ficar pendente em alguma. Olhei no site da PUCRS quais ainda faltam pra eu terminar. A recém estou indo pro meio da faculdade, mas isso me deixa feliz. Tenho tempo pra sair e dormir nos finais de semana e rir dos outros que estão monografando - enquanto não chega minha vez. Tive um gostinho de como será fazê-la (a monografia). Nesta semana, escrevi um artigo que será entregue hoje na cadeira de Jornalismo Digital, sobre blogs, nas malditas normas da abnt, com citações, referências e todas as frescuras que incomodam a minha vida. O pior é que não há um padrão exato. O padrão "trabalhos". Um artigo, uma monografia ou seja lá o que for tem suas regras e é bem difícil saber todas. Neste artigo que escrevi, tratavam o blog como um diário, até porque, ele começou assim e, assim estou fazendo. Contando da correria do final de semestre a da alegria de terminá-lo sem trancar nenhuma cadeira e ir para mais 7 cadeiras acompanhadas de tpm, línguas estrangeiras, festas, estágio e vida.

O post de hoje do VitóriaeJornalismo foi apenas uma reclamação do stress do fim e do alívio do fim dele. Uma exceção entre todos os postados. Semestre que vem é tudo de novo. Folga no início, bixos por todos os cantos da Famecos com novos tênis coloridos e cabelos alisados, preguiça com os trabalhos mais trabalhosos e desespero com tudo isso acumulado em uma semana colocando o semestre em risco. Sim, é sempre assim. Não sei porque ainda nos preocupamos sempre, algumas vezes ainda mais que as outras, se sabemos que será sempre assim. O pior é ter as provas abduzidas por alguns professores que somem com elas e demoram até o último segundo para divulgar as notas no site. O F5 do meu computador já está desaparecendo de tanto que eu atualizo pra ver se saiu alguma coisa nova. Vou esperar e jurar que semestre que vem eu vou me dedicar mais, me acalmar mais, festear menos, ir em todas as aulas do sábado e não criar pânico porque, sim, eu vou anotar tudo em aula e não vou faltar. Vou.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Chega de "Cala Boca Galvão"


Me impressiono como as pessoas dão atenção exagerada a coisas indiferentes. Como se não bastasse o vídeo sobre o show cancelado da banda Restart com o "Vou xingar muito no twitter" e "Uma puta falta de sacanagem" a nova onda agora é o "Cala boca Galvão". A repercussão dada pelos meios midiáticos torna-se repetitiva e cansativa. Por que dar tanta atenção a assuntos inúteis? Seria bem mais significativo se dessem o mesmo valor a assuntos mais preocupantes como a Campanha do Agasalho que está sendo divulgada agora. Aliás, não deveria ser divulgada há meses atrás? Já estamos no inverno e as pessoas já estão passando frio. Até as roupas serem recolhidas e doadas muito frio será encarado - nesta manhã já tivemos temperaturas abaixo de zero registradas no estado.






Na semana passada, os tweets sobre o "Cala boca Galvão" chegaram ao topo dos mais comentados e se espalhou pelo mundo todo. A brincadeira chegou a ser publicada no jornal New York Times e no El País. Mais absurdo ainda foi o desenho The Simpsons envolver uma piada sobre o tweet (figura da direita) que diz:"Eu não vou mais twittar Cala Boca Galvão". Além de ser muito comentado por jornais e programas televisivos, o assunto ainda resultou em vídeos no Youtube. O vídeo fala sobre a salvação dos pássaros Galvão e pede ajuda para espalhar a onda dos tweets, como se cada twittada resultasse numa doação de 10 centavos para ajuda aos animais. Além dessa brincadeira, já aproveitaram a situação e inventaram mais uma: "Salve a baleia Geisy", referindo-se à estudante que ficou famosa graças ao seu vestido rosa minúsculo(imagem da esquerda). Enfim, um assunto mais fútil que o outro.




Mudando de assunto, a Copa do Mundo tem dado muito o que falar em relação às revelações que estão surgindo. Países, os quais nunca foram considerados favoritos, estão mostrando trabalho em campo. Mas, o foco dessa semana não é esse. Volto a falar da vuvuzela, odiada por quem ouve e amada por quem usa. Ou não. Algumas pessoas chegaram a passar mal devido ao uso inapropriado das vuvuzelas. Mesmo que seja "divertido" usá-las é preciso estar consciente para não acontecer o mesmo que uma sulafricana que machucou a garganta de tanto "vuvuzelar".



Tomara que o Galvão não fale mais ou que as pessoas baixem o volume das televisões, que a Geisy emagreça, que os Simpsons não continuem as piadas, que o Restart não vá na Fnac e que eu não ouça sobre tantos assuntos do gênero.




terça-feira, 15 de junho de 2010

Vuvuzelas x Seleções, torcedores e apresentadores

É hoje. Terça-feira, 15 de junho. A seleção brasileira estreiará no primeiro jogo da Copa do Mundo de 2010 contra a Coreia do Norte, às 15h30min. O brasil interromperá todas as suas tarefas para acompanhar os 90 minutos, que acontecerão no estádio Estádio Ellis Park, localizado no centro de Johannesburgo. Bancos fecharão para poder acompanhar o jogo, além de aulas que foram canceladas e trabalhadores que foram liberados para o espetáculo. Aliás, se é que podemos chamar assim. Seria mais apropriado o espetáculo de empates. Todos os dias espero por algum jogo mais emocionante e vejo sempre a mesma atitude de marcação forte e poucos ataques arriscados. Tudo muito calculado para não correr o risco de perder os pontos, tão preciosos no início do campeonato. Na minha opinião, o único jogo mais emocionante foi entre a Alemanha e Austrália, goleada de 4 x 0.


A Copa está formada por 8 grupos, de A a H, cada um com quatro seleções, total de 32 países:

Grupo A: México, África do Sul, França e Uruguai
Grupo B: Coreia do Sul, Argentina, Nigéria, e Grécia
Grupo C: Eslovênia, Estados Unidos, Inglaterra e Argélia
Grupo D: Alemanha, Gana, Sérvia e Austrália
Grupo E: Holanda, Japão, Camarões e Dinamarca
Grupo F: Eslováquia, Itália, Nova Zelândia e Paraguai
Grupo G: Brasil, Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal
Grupo H: Chile, Espanha, Honduras e Suiça


Na manhã de hoje, a Zero Hora publicou uma das capas mais criativas, com fotos dos "Guris do Brasil". Todos os craques brasileiros foram homenageados com fotos infantis, alguns nem são reconhecíveis. A tensão deve estar cada vez maior. Carregar o peso da única seleção pentacampeã não deve ser fácil, além do mais, durante a tarde, todos os bares e lares brasileiros estarão à espera do jogo e tomados de bandeiras e tomara que não, de vuvuzelas. As tais cornetas africanas têm incomodado bastantes torcedores, apresentadores e, inclusive, jogadores. Já foram feitas reclamações de todas as partes, mas não há o que fazer em relação a isso. O som similar ao de uma abelha é bem mais alto do que os berros comuns dos estádios. Uma boa notícia seria se os jogadores não estivessem se concentrando o suficiente por causa da vuvuzelas. Seria uma justificativa pelos jogos enrolados e pelo grande número de empates que tem ocorrido.


Ainda não chegamos nos jogos de eliminação. Nesta primeira fase, completa por 46 jogos até o dia 25 de junho, todos jogam contra todos e os dois primeiros colocados de cada grupo (formado por quatro) se classificam para a próxima etapa. A segunda fase, as oitavas de final, é formada pelos primeiros e segundos colocados e terá 8 jogos, ainda não definidos. Depois segue com as quartas de final, aqueles que vencerem os jogos: 53 x 54, 49 x 50, 52 x 51 e 55 x 56, nos dias 2 e 3 de julho se classificam. Já na semifinal, os jogos serão formados pelos vencedores dos confrontos dos jogos 58 x 57 e 59 x 60. Na disputa pelo terceiro lugar, os perdedores do jogo 61 x 62 no dia 10 de julho, e por fim, a grande final, composta pelos vencedores do jogo 62 x 61 no dia 11 de julho, dia do encerramento da Copa Mundial de 2010.


Agora, basta cada nação torcer por sua seleção e aguardar os próximos resultados. Montem sua tabelas, álbuns da Copa e tenham várias superstições que será preciso. O evento mundial do futebol promete muitos frangos, dribles, gols, torcida e barulho, muito barulho.

sexta-feira, 11 de junho de 2010



Começa hoje a principal atração mundial de futebol: Copa do Mundo de 2010. Como todos sabemos, a África do Sul será o centro das atenções nos próximos dias. Não sei se isso deve ser mesmo comemorado. Sempre penso no que está sendo gasto para a construção de estádios super modernos, estrutura para a recepção das seleções, fora os grandes espaços montados para a cobertura dos jogos.


Claro que a copa não deve ser deixada de lado. É o evento que, sem dúvida, mais desperta o orgulho de cada nação e revive a união de povos que estão em guerras incessantes e discórdia. Sempre que possível acompanho os jogos que, ao decorrer do campeonato, crescem na técnica e competitividade. Só penso que tudo isto poderia ter sido utilizado em escolas, moradias, saúde e recursos contra o tráfico.


Não há exemplo melhor do que o do continente africano. A desigualdade que impera, racismo, fome e miséria. Que bom seria se fosse possível investir tanto esforço e dinheiro em ideias que pudessem mudar de vez tudo o que acontece no país. Mas não é assim que funciona. Não é à toa que Mandela é idolatrado por tudo que conquistou. Imaginem como seria se existisse pelo menos um Mandela por cidade lutando e dando tudo de si por pessoas que são distantes dele, mas que sabe que são seres humanos, assim como ele. Claro que tudo o que foi investido na Copa terá um retorno muitas vezes maior. Só questiono praonde esse dinheiro se encaminhará. E, se der certo, não nas cuecas de ninguém nem em meias.





O show de abertura de ontem mostrou exatamente como o povo se sente: com esperança de que o país seja exposto ao mundo da forma com que sempre devia ter sido. Caso não tenham visto, vale a pena rever o entusiasmo com que Desmond Tutu, prêmio Nobel da Paz de 1984 falou: "Nós somos o mundo". Um discurso de arrepiar e ver o quanto o povo africano tem orgulho de ser quem é e querer mudar a realidade.


Não vou dizer que torço pela seleção brasileira. Creio que todas seleções que estão dentro da Copa merecem levar a taça. Espero que a arbitragem seja justa e aja da melhor forma perante brigas que possam acontecer e pressão. Hoje já teremos o jogo da África do Sul contra o México, às 11h. Será um mês de disputas acirradas que resultarão em milhões de reais. O Brasil aguarda para os próximos quatro anos. Veremos se não terão políticos felizes da vida com a seleção brasileira. Talvez por causa dos jogos mesmo, talvez...



Link do vídeo no YouTube de Desmond Tutu:

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Boas notícias, espero

Neste fim de semana, duas notícias boas aconteceram: a vitória parcial na luta contra o vazamento de petróleo e a fiscalização rígidas das carroças na rua da capital - assuntos tratados nos posts anteriores. Mesmo que as duas ações ainda não sejam garantidas e ganhas, já dá para começar a sonhar com melhoras efetivas em ambas as situações.


O vazamento de petróleo foi contido em parte nesta última sexta-feira graças a um funil instalado no poço. A colocação do funil não garante 100% a solução do problema, mas grande parte do petróleo vai ser contido. Os cerca de 15 mil barris despejados por dia no Golfo do México não poluirão mais o mar. Ainda neste fim de semana foram mostrados pássaros afetados pelo vazamento. Grande parte não sobreviverá graças a quantidade de tóxicos ingerida. Os animais, e não só eles, estão sofrendo demais com o desastre ambiental. O novo problema é que o petróleo está se espalhando pela costa e não está sendo contido como planejado. Segundo estimativas do governo americano publicadas na Zero Hora de sábado, cerca de 100 milhões litros de óleo vazaram nesse meio tempo - outras fontes revelam até mais de 400 milhões, mas não se sabe ao certo.



O executivo-chefe da British Petroleum - empresa responsável pelo desastre - afirmou que mesmo sendo um grande problema ambiental, o qual não está solucionado, a empresa está pronta para arcar com as consequências e bancar as próximas despesas do incidente. Porém, outra situação, talvez até complicada como tal, não está sendo avaliada: a extinção dos pelicanos de Luisiana. Como os ventos estão espalhando cada vez mais a mancha no mar, mais animais estão sendo afetados, incluvise pássaros que estão em época de nidificação (construção do ninho). Apesar de muitos animais serem ajudados, muitos morrerão. O que se espera agora é que tudo seja feito para salvar os que ainda tem chance de vida e que nenhum outro animal - dos que se salvaram- seja afetado.

Já em relação às carroças, foi divulgado no Correio do Povo que a SMGL (Secretaria Municipal de Coordenação Política e Governança Local) vai intensificar a fiscalização contra maltrato e terá disponível dois veterinários para avaliar a situação dos animais. Extima-se que existam cerca de 7 mil carroças nem Porto Alegre. Os veterinários serão selecionados de acordo com os que forem aprovados em concurso e integrarem a Coordenadoria Multidisciplinar de Políticas Públicas dos Animais Domésticos (Comppad). O cadastro dos carroceiros será iniciado nas ilhas do Guaíba e será exigido que todos eles o façam. Se a fiscalização continuar a agir, esteja a imprensa em cima ou não, talvez a previsão da retirada das carroças até 2014 realmente aconteça. Esperemos para confirmar.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Desespero ambiental americano

Hoje a Fepam completa 20 anos de existência. Aliás, a Fundação Estadual de Proteção ao Meio Ambiente é o meu local de trabalho. Convivo todos os dias com desastrtes, descobertas, desmatamento, projetos ambientais, enfim, tudo relacionado ao meio ambiente. Só que nas últimas semanas acho que um dos assuntos mais importantes no momento foi esquecido: o vazamento de óleo causado pela BP.

Para aqueles que não sabem, em 20 abril ocorreu um vazamento de Petróleo no Golfo do México, nos Estados Unidos, causado pela empresa British Petroleum (BP). A explosão que deu início ao vazamento na plataforma Deepwater Horizon deixou 11 mortos e a situação está cada vez mais crítica. Além de mais de 940 milhões de dólares (cerca de R$ 1,7 bilhão) investidos em vão para tentar conter o vazamento, milhares de espécies estão cada dia mais ameaçadas pela ocorrência. Já foi constatado que os animais estão migrando para outros locais em busca de alimento, o que comprova a mudança do ecossistema de muitos animais. O grande problema é que muitas ações tomadas pelo governo dos Estados Unidos estão fracassando.

Há alguns dias, a tentativa foi "estancar" o vazamento com lama parar conter o vazamento, mas não deu certo. Com o fracasso da ação, a próxima tentativa será bombear parte do petróleo usando, primeiro, robôs submarinos para serrar o que restou da tubulação danificada do poço em alto-mar. Após, baixará uma cúpula de contenção sobre o que sobrou do aparato na boca do poço.

Caso a nova operação não dê certo, é possível que o vazamento aumente 20% e só seja feito algo novamente em agosto. Esta já é uma possibilidade para os Estados Unidos. O projeto que só ficará pronto dentro de dois meses é para caso a ação com os robôs não funcione. É difícil lidar com tal situação, até porque o vazamento acontece a milhares de metros no fundo do mar. Nem é possível que o homem chegue até lá para resolver o problema.

Já foram despejados mais de 76 milhões de litros de petróleo no Golfo do México, atingindo uma faixa além dos 110 quilômetros da costa Louisiana, segundo dados do globo.com. Ou seja, a situação está se agravando a cada dia mais e nem mesmo sabemos como parar de vez com ela. Esperemos que a atitude de hoje dê certo. Muitas praias estão sendo afetadas, logo, as pessoas que moram por ali. É agoniante ver as fotos. Nem mesmo dá para ter noção do quão grande é o desastre ambiental, aliás, o maior desastre ambiental dos Estados Unidos.



Entra em questão a ação do homem. Como é tão facil pensar no lucro, dinheiro, egocentrismo e depois nem mesmo saber resolver uma questão causada pela ambição humana? O pior é saber que o ser racional são aqueles que fabricam produtos e empresas como tal e, não aqueles irracionais que estão embaixo d'agua sofrendo. Por mais que a empresa BP esteja perdendo milhões de dólares nas suas ações por causa do desastre, é claro que novas situações como tal ocorrerão. Tudo pelo egoísmo de pensar apenas no "superavit". Enfim, se os homens não podem solucionar, que os robôs o façam então. Talvez seja possível ainda reverter o "enigma".